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Como transplantar mudas de adenium - Rosa do Deserto

A audiência do Blog tem crescido a cada mês, sou muito grato a todos e a mesmo tempo isto alimenta minha motivação para continuar esta atividade de compartilhar conhecimento com vocês todos. Com isto ampliamos nosso contato com os leitores e claro, surgem perguntas, questionamentos e intermináveis discussões sobre as Adenium. Estou recebendo  vários e-mails com dúvidas sobre inúmeros tópicos. Estou separando estas dúvidas e aos poucos publicarei  Posts na tentativa de esclarecer, auxiliar e gerar debate sobre os referidos assuntos. Uma destas dúvidas que é recorrente é o transplante das mudas.

Como Transplantar minhas mudas de Adenium – Rosa do Deserto ?

Este post em conjunto com o vídeo publicado em nosso Canal no You Tube trata deste assunto e pretende auxiliar na pratica do transplante.

Sempre falo nos posts da nossa Fan Page, Twitter, aqui mesmo no blog, e, entre outros dos nossos canais que cada planta tem potencial único, ela pode até ficar parecida com outra Adenium, mas dificilmente será igual. E com as mudas não é diferente, alias, é nesta fase que se bem observada sua anatomia e com a aplicação de técnicas específicas poderemos aproveitar todo o potencial que elas nos oferecem.

Como fazer isso?

Existem inúmeras técnicas para serem aplicadas nas mudas por ocasião do transplante. Você pode até mesmo simplesmente transplantar, e com a troca do recipiente e do substrato garantir o desenvolvimento da planta deixando a natureza fazer o restante.

Destaco abaixo algumas destas técnicas e um breve resumo de cada uma:

Simples transplante: Consiste em transplantar a muda de um recipiente para outro (individual) onde a planta se desenvolverá naturalmente. É importante que este processo seja feito independente da técnica escolhida, pois visa proporcionar o espaço adequado para que ela possa desenvolver tanto suas raízes como sua parte aérea (galhos), além de oferecer para a muda um novo substrato com todos os nutrientes necessários para seu desenvolvimento.
Quando Transplantar: Após as mudas apresentarem mínimo de cinco pares de folhas.

 

Transplante e Poda Apical: Consiste em cortar o Broto Apical (broto final) da parte aérea da planta. Com a eliminação deste Broto Apical novas gemas serão geradas pela planta, ocorrerão novos brotos e por consequência novos ramos.
Tal técnica visa forçar a brotação da parte aérea “novos galhos” Quanto mais galhos mais flores.
Quando transplantar e realizar a Poda Apical: Após as mudas apresentarem mínimo de cinco pares de folhas.

Transplante e Cauterização Apical: Consiste em “Queimar” Cauterizar o broto final da parte aérea da planta. Tal técnica visa forçar a brotação da parte aérea “novos galhos”. Quanto mais galhos mais flores. Tem a mesma função da técnica acima, porém a técnica da cauterização com ferro de solda tem apresentado uma resposta mais rápida da planta em relação a novos brotos, além de não deixar “portas abertas” para agentes contaminantes, uma vez que o ferimento é cauterizado imediatamente.
Quando transplantar e realizar a Cauterização Apical: Após as mudas apresentarem mínimo de cinco pares de folhas.



Transplante e Poda de Raiz Pivotante: Consiste em cortar parte ou toda a raiz pivotante da planta, fazendo com que novas raízes brotem. Além de ter a possibilidade de explorar novos potenciais da Rosa do Deserto através de suas raízes o cultivador também proporciona para planta maior vigor, uma vez que com maior número de raízes ocorrerá melhor absorção de nutrientes do substrato.
Quando transplantar e realizar a Poda da Raiz Pivotante (Central): Após as mudas apresentarem mínimo de cinco pares de folhas.

Transplante e Alongamento da Raiz Pivotante e por conseqüência seu caule “Caudex”: Esta é uma técnica que demanda tempo, aliás, um bom tempo! Não para aplicar a técnica, mas, para que seja possível chegar ao objetivo final. Esta técnica tem como objetivo alongar a raiz pivotante da muda até que esta esteja maior (mais profunda) e, que após o levantamento da raiz ela possa engrossar e tornar-se um caule (Caudex) longilíneo. Após esta etapa vem a condução de copa, feita através de podas e o florescimento.
Quando transplantar e iniciar o Alongamento de Raiz Principal: Do nascimento da muda até quatro meses de vida no máximo, ou dependendo do seu potencial (apresentar longa raiz central).

 

Transplante e Poda Radical: Consiste em fazer um corte Radical para retirar todas as raízes da Adenium deixando somente o caule (Caudex), aplicar um elemento cicatrizante (canela em pó), deixar a planta fora do substrato para que ocorra a cicatrização (em geral de 5 a 7 dias), e replantar a muda objetivando um novo enraizamento. Após este processo vem a condução de raízes para que seja aproveitado todo o potencial oferecido por cada planta.
Quando transplantar e realizar a Poda Radical: Após Cinco meses de vida, ou a qualquer momento após este período, tanto para fins estéticos ou intervenções necessárias para saúde da planta como poe exemplo a podridão das raízes.

 

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Abaixo o vídeo sobre o transplante de mudas de Adenium – Rosa do Deserto e uma breve explanação sobre as técnicas:

 

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