Home » Doenças e Pragas » Como combater os pulgões nas rosas do deserto

A situação é clássica e corriqueira, você chega perto das suas Rosas do Deserto na expectativa de ver todas as evoluções naturais da sua planta e quando percebe aqueles bichinhos sobre as flores e folhas, e em especial na face inferior das folhas.

No momento que esses bichinhos são visualizados, vem a preocupação e em certos casos o temor. Responderei de forma objetiva e de acordo com meus conhecimentos compartilharei conhecimento para responder as perguntas mais comuns.

  1. Mas que bichinhos são esses?
  2. O que eles estão fazendo nas minhas rosas do deserto?
  3. O que eles causam ou podem causar nas minhas plantas?
  4. Como combater esses bichinhos?

UM POUCO SOBRE PULGÕES
Pulgão é um inseto. Existem inúmeros tipos, e tratar de todos aqui tornaria o post “interminável”. Dentre os principais destaco de forma leiga o pulgão verde, branco, preto (muito comum em cítricos), amarelo entre outros.
Eles são alguns dos responsáveis pelo declínio da planta, e de modo geral pode gerar folhas amareladas, manchas necrosadas, secar galhos a partir das extremidades além de apodrecer radicelas (raízes minúsculas responsáveis por grande parte da absorção de nutrientes) gerando fungos.

A monta dos prejuízos causados pelo pulgão às plantas dependerá de quantos indivíduos (densidade populacional) e claro, do tamanho e desenvolvimento da planta, seu vigor e seu suprimento de água e nutrientes.

Eles geralmente infestam a face inferior das folhas e as flores, mas eles também gostam de atacar folhas e brotos novos.

 

ALGUNS SINTOMAS:
É normal perceber na face superior das folhas manchas necrosadas. Isso se dá devido à intensa sucção de seiva.
Com a sucção da seiva eles liberam excrementos que ficam grudados na face inferior das folhas gerando a característica pegajosa no local.

E SE CONSIDERARMOS QUE A SEIVA DA ROSA DO DESERTO SERIA VENENOSA PARA OS INSETOS?
Já está comprovado que algumas espécies de pulgões, como a Aphis nerii, podem sugar seiva de plantas tóxicas como, por exemplo, a espirradeira.

TRANSMISSÕES DE OUTRAS DOENÇAS
É possível que a permanência dos pulgões nas plantas possa gerar a transmissão de vírus. Isso se dá após os pulgões sugarem a seiva de uma planta infectada e depois chegar até outra planta saudável e fazer o contágio.

E AGORA?
Parece assustador, mas, apesar da rápida e fácil reprodução  desses insetos controlar o seu desenvolvimento em ambiente doméstico não é tarefa complicada.

CONTROLE
Os pulgões como todos os insetos dos ecossistemas são naturalmente controlados por ações naturais da natureza como, por exemplo, as chuvas e seus inimigos naturais. Porém, se houver a ausência desses agentes a população pode aumentar exponencialmente a cada semana.

A principal recomendação é jamais usar inseticidas em aerosol destes indicados para o combate de pragas domésticas, como, por exemplo, pulgas, pernilongos (muriçocas) ou baratas. Isso tudo porque alguns tipos de pulgões poderão desenvolver resistência a esses inseticidas. E algo muito importante que deve ser levado em conta pelo cultivador é que tal veneno geralmente elimina os predadores naturais dos pulgões, como por exemplo, as joaninhas.

Enfim, a maneira correta para o cultivador doméstico eliminar e ou controlar os pulgões é a aplicação de inseticidas naturais visando preservar o ecossistema existente em cada residência.



Importante lembrar que o uso de qualquer inseticida fará com que elimine tanto a fauna insetívora benéfica como a fauna prejudicial (pragas) e, portanto, afetará diretamente a biodiversidade do ecossistema local que é um dos pilares essenciais da agricultura biológica, orgânica ou ecológica.

Em último caso o cultivador deve fazer uso de inseticidas de baixa toxidade (piritoides e piretrinas) específicos para uso em plantas ornamentais.

Por fim e antes de uma receita caseira vale lembrar que para ter plantas saudáveis é importante as constantes inspeções, o uso de substratos livres de pragas além das podas de limpeza (se necessário).

 

RECEITA CASEIRA DE CALDA DE FUMO

Ingredientes:
250 gramas de fumo de corda;
1 litro de água fervente;
100 ml de álcool hidratado;
20 gotas de detergente líquido neutro.

Utensílios:
Vasilha com tampa e capacidade para 1,5 litros;
Vasilha para fazer a filtragem de aproximadamente 1,2 litros;
Pano de tecido (algodão) para usar como filtro.

Modo de preparo da calda:
1) Picar o fumo de corda e colocar na vasilha;
2) Acrescentar a água fervente e tampar;
3) Deixar a mistura em repouso por 24 horas;
4) Após 24 horas agitar o conteúdo e usar o pano de tecido para filtrar, se necessário espremer para retirar ao máximo o extrato;
5) Lave bem a vasilha onde estava a água com o fumo e use para colocar a solução filtrada;
5) Acrescente o álcool (fará o papel do conservante desta solução), agite e tampe bem;
6) Guardar o frasco com a solução em local fresco e escuro por até 30 dias.

MODO DE USO:
1) O horário recomendado para aplicação é no final da tarde e sem a ausência do sol direto sobre as plantas;
2) Para o tratamento de plantas infestadas, diluir 100 ml da solução de fumo em 1 litro de água;
3) Acrescentar 20 gotas de detergente neutro, agitar bem e pulverizar sobre as partes infestadas;
4) Repita a aplicação 7 dias após a primeira aplicação.

Outras aplicações somente quando necessário.

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